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@paulo_pilotti

Ontem (10 de agosto de 2021) o congresso nacional barrou a PEC que previa a aplicação do voto impresso no Brasil. Ainda que tenha sido uma derrota para o presidente Bolsonaro, ele venceu a votação (229 x 218; contudo eram precisos 3/4 da câmara para aprovar uma PEC).

Mas o que é o tal “voto impresso auditável”?

Antes de tudo, a proposta que a ala governista queria enxertar na eleição de 2022 era um sistema novo de votação. O voto impresso seria o voto “padrão” com o voto eletrônico sendo a retaguarda. Nesse caso cada mesário iria cantar os votos…


E nenhum guru de privacidade vai te ajudar.

A maioria dos portais de tecnologia, newsleters e blogs estão batendo na tecla da privacidade dos dados brasileiros. Isso começou uns três ou quatro anos atrás, quando escândalos envolvendo o Facebook e seus braços vieram à tona. Principalmente na época das eleições dos EUA e Brasil com a Cambridge Analytica.

A ideia é ótima: cria na população brasileira um hábito de se preocupar com os seus dados e a sua privacidade, hábito esse que o brasileiro não tem — e que o Christian Dunker já falou sobre — e acaba, por isso mesmo, se tornando uma presa fácil pro marketing…


Vou usar esse vídeo do Pedro Dória como ponto inicial para a reflexão sobre os motivos que nos levaram à “onda liberal” na América Latina.

Aqui ele fala da “onda” fascista que acometeu uma escola nos EUA, em um experimento escolar sobre como as ideias de segregação, autoritarismo e repressão são fáceis de colar numa comunidade.

Complementando, o Paulo Gala postou esse gráfico sobre os países emergentes.

A princípio os dois não tem correlação ou causalidade. Mas não é o que se vê quando se analisa um pouco mais a situação da América Latina e da Ásia.

Uma amiga…


Fiz um mini-curso sobre modelos matemáticos epidemiológicos essa semana, justamente quando vazou/liberou os dados da apresentação do CDC dos EUA falando sobre as preocupações em relação a variante Delta do novo coronavírus. Claro que isso foi tema do mini-curso (que por sorte era síncrono). As discussões que foram colocadas lá eu reproduzo abaixo.

A maioria dos vírus precisa de tempo para se transmitir para o maior número de pessoas possíveis; esse seria o cenário ideal para um vírus: pouca mortalidade e alta transmissibilidade. O vírus do Ebola (e todas as suas variações) é um contra-exemplo disso: como mata muito e…


Se você não é, seus amigos são.

Semana passada a maioria das pessoas ligadas a jogos eletrônicos, aqui e no exterior, se tocou com as histórias que pulularam pelas redes sociais sobre os assédios e abusos cometidos dentro da Blizzard. Não é novidade nenhuma que a indústria de video-games é recheada de misóginos e supremacistas e por muitas das pessoas mais baixas que a humanidade já pariu; contudo, ainda assim, soou como uma bomba a revelação sobre os episódios de assédio dentro da empresa que é, provavelmente, a mais importante para jogos de PC/macOS (o que exclui a Nintendo).

Salários baixos, promoções que nunca ocorriam, assédio moral…


#PrayForBorbaGato

A internet vive de ciclos, escreveu o poeta uma vez. Todo mundo sempre soube disso, desde as BBS’s que todo mundo diz que usou mas que, na época, era um vazio sem fim. Deve ser o mesmo fenômeno que assola o pobre Amoedo.

Mas ciclos.

Primeiro a gente passou pela internet moleque, que se focava nos fóruns. Micreiros de todos os cantos do país esperavam a meia-noite e o pulso único para poder falar sobre tudo e, de quebra, xingar a mãe de um anônimo. Era a faísca da internet naqueles anos de SBT On Line e linha discada. Anos…


“O tempo descontextualiza o trauma. O trauma descontextualizado em uma pessoa parece personalidade. O trauma descontextualizado em uma família parece traços de família. O trauma descontextualizado em um povo parece cultura.”

— Resmaa Menakem

https://covid19.pemandu.org/key-gci/

Enquanto o governo do RS estuda um evento teste com público de mil pessoas, o Brasil segue com uma das maiores taxas de COVID-19 do mundo. A América do Sul inteira, aliás.


O Brasil tem 95 milhões de pessoas ocupadas. Destes, 38 milhões estão subocupadas (informais) e outros 18 milhões estão desempregadas ou desalentadas. Ou seja, o Brasil tem 56 milhões de pessoas que estão desempregadas, subocupadas ou desalentadas e apenas 57 milhões de pessoas empregadas. Sabendo que a PEA brasileira é de 113 milhões e que desse total, 56 milhões de pessoas não estão empregadas, é fácil perceber que 50% da PEA do Brasil não está empregada. Esse é o índice real de desemprego; isso dá 25% de toda a população brasileira (209 milhões).

Vamo que vamo.


Como a periferia chegava na faculdade?

Eu entrei em 2003 na UFRGS. Eu era um dos quatro alunos naquela turma que eram oriundos de uma escola pública. Nessa época não tínhamos ainda as cotas, por isso era bastante incomum ter alunos de escolas públicas na UFRGS. Principalmente em exatas, que exigiam um plano de estudo ao longo do curso deveras peculiar e cansativo. Mas isso, ainda bem, mudou. Hoje tem bastante gente pobre na UFRGS e, principalmente, bastante gente preta e de escola pública.

Mas em 2003 não era assim. E eu estava lá em 2003.

Os professores não são, ainda, acostumados com essa realidade de…

Paulo Pilotti Duarte

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